Porto Alegre - As conclusões de mais uma edição do NRF Big Show 2010, o mais importante evento de soluções para o varejo do mundo, realizado em janeiro de 2010, em Nova Iorque, mostraram qual será o principal desafio do comércio daqui para frente: buscar a diversificação dos canais de vendas diretas com o consumidor. E a tecnologia será o principal aspecto a ser incorporado pelos varejistas neste novo cenário que se desenha. Essa e outras questões foram apresentadas ao público gaúcho durante o II Seminário do Varejo Pós-NRF, realizado na Federasul pela consultoria Gouvêa de Souza.
Diante desse cenário, em que os neoconsumidores tendem a ser cada vez mais digitais, ganham força as lojas virtuais, enquanto o espaço físico dos pontos de venda necessita ser repensado, assinalou o consultor Alberto Serrentino. Segundo ele, pesquisa realizada pela GS&MD em 11 países mostra que 34% tendem a rejeitar lojas que não possuem sites. No Brasil, esse número chega a 53% dos consumidores. Os dados apresentados também mostram que o país figura em segundo lugar em relação à predisposição dos consumidores a atuar digitalmente, atrás apenas do Reino Unido.
As redes sociais e o celular aparecem como a principal aposta do ramo varejista para ampliar as vendas e atrair novos consumidores. O celular aparece como um elemento que se integra ao espaço físico, com funções como localizar a loja mais próxima para a aquisição de um produto específico e ler informações sobre artigos para compra diretamente no display do aparelho enquanto o consumidor estiver no interior do ponto de venda.
Em relação às redes sociais, o consultor Marcos Gouvêa de Souza, salientou que além de posicionar a marca na Internet e estreitar o relacionamento com os clientes, elas potencializam a interação entre as pessoas e serão grandes aliadas dos varejistas para impulsionar as vendas.
No que se refere às perspectivas para o comércio varejista para 2010, o consultor pontuou que o crescimento sustentável da renda do trabalhador, a ampliação da oferta de crédito, o alto índice de confiança do consumidor na economia e a ampliação dos investimentos públicos em função do pleito eleitoral desse ano tendem a formar um ciclo virtuoso que irá trazer um cenário positivo para o setor nesta década.
Fonte: Alfeo Pozza Jr. - Assessoria de Imprensa WBI Brasil
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