As mesmas dificuldades que o micro e pequeno empresário encontra no seu dia-a-dia, para a manutenção de suas empresas, existem no meio virtual. Levantamentos da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), revelam que 33,3% das lojas e empresas on-line encerram suas atividades antes de completarem o segundo ano de operação.
O índice de mortalidade virtual é 8.3% acima da taxa calculada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para o comércio tradicional no país, que é de 25%.
Em ambos os casos, o elevado grau de mortalidade se deve à baixa informação e profissionalismo, bem como a uma superficial pesquisa de mercado antes do lançamento do negócio.
A câmara ainda associa o resultado à deficiência de know how tecnológico ou conhecimento das especificidades do comércio eletrônico.
"Muitos empresários ampliam seus negócios para a Internet, acreditando que irão vender para todo o planeta em um único click, mas a Internet deve ser vista tão-somente como uma extensão do seu negócio físico", analisa o especialista em comércio virtual, Cid Torquato.
As fraudes virtuais e os mecanismos de análises de crédito, na opinião do especialista, são informações estratégicas que não chegam ao conhecimento do pequeno empreendedor. "Poucos sabem, mas as fraudes são maiores para o vendedor do que para aquele que compra uma mercadoria pela Internet.
Muita gente faz uso de cartão de crédito clonado para adquirir produtos, e somente as grandes empresas do segmento virtual sabem diferenciar uma compra legal de uma fraude. Daí porque o mercado virtual é tão concentrado", completou Torquato.
De acordo com Gastão Matos, consultor da camara-e.net para o Comitê de varejo on-line, um estudo sobre as melhores práticas para lojas virtuais será lançado até o segundo semestre. A pesquisa vai procurar esclarecer o caminho crítico do empreendedor on-line para o sucesso.
Temas como segurança, usabilidade, divulgação, meios de pagamento, riscos, entre outros farão parte do estudo.
Setor tem 15 mil lojas, mas 20 ficam com 85% da receita
Apenas 20 das 15 mil lojas do comércio eletrônico nacional concentram 85% do faturamento, estimado em R$ 10 bilhões esse ano segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), “A pouca informação é o maior obstáculo para o pequeno e médio empresário ingressar no comércio virtual”, explica o especialista do setor, Cid Torquato.
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